OLÁ OLÁ, Terra...
Primeiro capítulo de SDQ no novo layout do blog... Marley, Taylor e Henth estão preparados, você está? Então...
Antes de começarmos, tenho algumas novidades para anunciar:
As histórias do SDQ agora irão passar em um período de tempo muito mais curto, pois, estávamos enrolando muito para passar somente... Um dia, que ficou bem detalhado, mas em quatro capítulos, como a história irá passar em um período de cerca de cinco meses, então, o tempo corrido em capítulos será menor.
Também temos algumas diferenças visuais, como a arte e algumas fontes que usamos, mas, nada que interrompa a leitura, pois, isso só irá deixar mais bonito, e além disso, vocês terão uma visão, por mais que seja pequena, de como são algumas partes do hotel.
Sejam bem vindo a um novo Serviço de Quarto?
Capítulo Anterior:
Capítulo 4, Cordas e Cortantes
Que comece o juri:
CAPÍTULO 5Deixando em Evidência
6 de outubro de 1989
23:42
Naquela noite, a minha missão agora era encobrir o cadáver, eu tinha dito que sabia o que fazer, mas não, eu não sabia o que fazer, após Taylor ter levado Maggie para o quarto e aparentemente terem ficado entocadas lá, eu e Henth estávamos pensando no que fazer, Henth sugeriu levar o corpo para o quarto dele até que apareça alguma solução do que fazer com o cadáver, então a assenti com a cabeça e ajudei Henth a levar o corpo até seu quarto.
Pegamos uma toalha dele e limpamos o máximo que podíamos, as manchas de sangue em meio o corredor, coloquei um vaso enorme ali encima de uma mancha que havia no chão e pronto.
Henth, por sua vez em seu quarto, retirou a faca fincada no corpo da mulher e a colocou sobre sua bancada, ele disse que iria investigar digitais ou algo relacionado mais tarde. Eu gostaria saber o que Henth fez enquanto ele estava fora pra ter ficado tão cansado.
Eu me despedi de Henth e fui para o meu quarto, quase no final do corredor, tinha uma luz piscando, o que me deixou um pouco desnorteado ao tentar abrir a porta, joguei minha bolsa encima de uma mesa de tamanho médio que havia no quarto, joguei o meu capote na cama e junto com ele, eu.
Eu olhava para o teto tentando relacionar as coisas mas não fazia nem um dia que eu tinha chegado no hotel, não tinha evidência nenhuma e quando menos espero, um assassinato acontece. Por quem? Quem era ela? Como aquilo aconteceu? Por quê? Eram tantas perguntas que eu não consegui dormir por muito tempo.
Eu tentava, primeiro de tudo, ver comigo mesmo as possibilidades de ver quem era, eu não prestei atenção à quem estava no salão na apresentação de… ontem. Já eram 01:52. Eu consigo me lembrar que… Não podia ser Susan, ela é ruiva, e esteve conosco o tempo todo, e… AH!! Minha cabeça estava explodindo, eu só queria uma lista de todas as pessoas que moravam ali, mas ao meu alcance só havia o livro de registros e mais nada.
A noite passou, o que eu consegui relacionar foi que:
- Alguém foi assassinado brutalmente, a facadas, no meio do corredor do primeiro andar
- A pessoa que foi assassinada é loira, aparenta ter entre 18 e 24 anos.
- Não foi o casal Quentine.
- Eu precisava agir rápido antes que mais alguém morra ou algo pior.
Ela disse que isso sempre acontecia tarde da noite, ou seja, ela deve saber de algum padrão ou algo que ajude no caso.
Eu fiz questão de esperar no corredor até Maggie sair do quarto de Taylor e comecei a puxar conversa com ela até chegar ao ponto.
- Mas então… Sabe o assassinato de ontem a noite, como você viu ontem, eu sou um detetive e eu preciso de uma descrição sua mais precisa dos casos que ocorreram anteriormente…
Ela me deixou esperando no hall e foi buscar alguma coisa no quarto atrás do balcão do recepcionista, ele nem prestara atenção nela passando, parecia estar concentrado em alguma coisa no livro cujo as pessoas assinavam os nomes quando chegavam.
Ela me entregou uma pasta amarela, eu fui até o meu quarto e joguei tudo encima da mesa, peguei o meu caderno, uma caneta e me preparei para anotar tudo.
7:02, eu anotei o necessário em meu caderno, até o assassinato que havia acontecido por último. Para que não perdesse nada. Ao mesmo tempo, fiquei atento à porta do meu quarto para que nenhum empregado do hotel me atrapalhasse ou sequer entrasse no quarto
Tred Rillen, 20 de outubro de 1946, às 14:41. Encontrado no pé da escada, provavelmente empurrado.
Elena Zandree Evert, 5 de novembro de 46, 15:51, Encontrada enforcada no lustre do salão de festas.
No ano de 1956, houveram dois casos, Vivien Irine Dartine, encontrada falecida no quarto 3, na cama, em 22 de setembro, 16:01, e Arlen Scardell, achado morto no mesmo lugar, às 17:02 do dia primeiro de outubro.
Barth Legan foi encontrado no seu quarto, teria levado um tiro na cabeça e nos órgãos sexuais. 2 de novembro de 1968 às 18:03. No mesmo ano, uma mulher chamada Emily Francine foi achada em um hotel de beira de estrada por uma rodovia quase na fronteira de Illinois com Indiana no dia 5 de setembro, às 19:04 asfixiada com uma sacola enrolada no pescoço. Ela também tinha marcas de hematomas na pele.
Taric Allevard Yord estreou o ano de 78, foi encontrado com uma faca de diamante, isso, diamante, fincada no pescoço em 20 de outubro, às 20:02. Ele era muito rico, parecia até famoso, de vista e ocupava a cobertura antes do casal Quentine. Fez par com Louise Octavia Rameth, que pelo que eu tinha visto, tinha um caso com Taric, mas ela só foi morta em 12 de novembro às 21:12, com um ferimento grave na cabeça.
Depois disso, só os casos de Melanie e da menina que achamos, minha cabeça estava rodando, como eles saberiam a hora exata dos assassinatos e… que relação eles teriam?
Parei por mais algum minutos e consegui relacionar algumas coisas.
Os horários eram um espelho. Podemos ver isso em 21:12, ou em 20:02, em 14:41, mas eu não consigo relacionar algo para os outros… quatro casos em que isso não acontece e… As horas também eram uma sequência. começaram pelas 14 horas e vai até as 23. então o próximo acontecerá de meia noite, se formos seguir o modo espelho será às 00:00 em ponto.
Os meses eram uma sequência. Outubro, novembro, setembro, outubro, novembro, setembro… então se fomos seguir essa ordem, o próximo assassinato, se não impedirmos antes acontecerá em novembro.
Por último, eu reparei que a cada ano, dois casos aconteciam… então se seguirmos com essa… somente ano que vem que irá acontecer outro?
É isso? Não precisamos nos preocupar por mais… Onze pra doze meses?
Eu preciso falar isso para alguém do trio. Mas Henth tinha saído para dormir no carro, já que, o quarto dele tinha um cadáver. E Taylor ainda estava dormindo. Resolvi descer para o hall de entrada e deixei um bilhete com Maggie. No bilhete dizia:
"A verdade apareceu, claro como água, as evidências esperam para serem mostradas assim como eu lhe espero no jardim às 08:34, nem mais, nem mais. - Marley"
Eu esperei Taylor no jardim, quando a vi, mostrei minhas anotações e tudo o que eu tinha conseguido. Ela me ajudou a perceber uma coisa que pelo que percebi pela sua expressão, lhe assombrou.
Ela reparou que as iniciais dos nomes das duas últimas pessoas formavam um nome, T-A-Y-L-O-R. Eu chequei se havia algo parecido e as primeiras quatro pessoas formavam: T-R-E-Z-E-V-I-D-A-S, mas nada acontecia com B-L-E-F, de Barth Legal e Emily Francine. Taylor pareceu intrigada de começo, mas logo ignorou.
Eu falei para ela que gostaria de saber também, alguma forma de saber pelo menos quem estava morando no hotel desde o começo dessa temporada e ela me deu uma luz. Disse que mais tarde me encontraria para me dar uma lista das pessoas hospedadas aqui em 87, não é tão distante assim e mesmo assim, já é alguma coisa.
Eu estava concentrado em meus planos com a Taylor, combinando onde nos encontrarmos mais tarde. Era um pleno sábado e o hotel parecia bem calmo… Calmo até demais para o que vimos na última noite. Taylor estava pensativa, até que eu deixei meu lado inspetor de lado e cedi algumas palavras:
- Planos para esse sábado?
- Além de tentar decifrar um assassinato e descobrir quem está fazendo isso? Não.
- Poderíamos sair para algum lugar para tomar um café.
- Café? Eu prefiro algo mais forte como… uma bela Bloody Mary.
Nós rimos e seguimos direto para o salão de refeições, Henth estava lá também, conversando com o casal Quentine, nós pegamos a nossa comida, nos aproximamos da mesa, sentamos e pegamos um pedaço da conversa.
- Não, Henth, tudo bem, está tudo tranquilo, eu irei encontrar você hoje à tarde, só mantenha tudo por baixo das cobertas. - Susan disse e em seguida bebeu um pouco do suco de morango dela.
- Sobre o que vocês estão falando? - Taylor deu a voz.
- Taylor, minha querida, poderia me encontrar após o almoço na cobertura? - Gutemberg insinuou à ela. Eu olhei para ela.
- C-Claro que posso. - Ela disse, tentando parecer confiante, mas com uma cara de confusa.
Após o café, nós nos viramos cada um para um lado, com exceção de um pequeno encontro que Taylor cedeu para me entregar a lista de moradores. A lista era bem detalhada e tinha a foto dos moradores.
No meu quarto eu consegui reconhecer a menina loura da noite. Ela se chamava Finnie Boulevard e ela completou 22 anos em abril. Ela era uma dançarina do hotel e por mais que eu tentasse lembrar, eu não a vi dançando no espetáculo do dia anterior.
Passavam-se mais algumas horas, eu passeava pelo hotel com aquela lista e tentava marcar os rostos que eu via por lá, pelo menos uns 16 não moravam mais lá ou eu ainda não os vi.
No hall, de repente, um tumulto começou quando uma mulher, que parecia ser empregada do hotel começara a gritar:
- UM ASSASSINO, UM ASSASSINO NO QUARTO DEZOITO, PELO AMOR DE DEUS PEGUEM-NO!
Merda.
Eu sabia, eu sabia, eu sabia que se Henth não resolvesse isso logo ele iria se meter em problemas.
Um monte de homens robustos foram subindo as escadas, alguns foram pelo elevador. Eu fui atrás deles o mais rápido possível, ao chegar no andar, ele já estava meio cheio. Taylor estava perto da porta do seu quarto e Henth estava sendo levado brutalmente para fora das escadas.
- MONSTRO!
- VAI PARA O INFERNO, SEU CRETINO
- FILHO DA - Era o que os homens gritavam conta Henth.
Ao passar por mim, ouvi Henth gritar:
- MARLEY, EXPLIQUE PARA ELES, EXPLIQUE QUE NÃO FUI EU!!!
Taylor olhou para mim, chocada, confusa, com todos os sentimentos que te deixam zonzo com algo do tipo.
Eu não sabia o que ia acontecer com Henth, eu tentei entrar no elevador que estava tumultuado, e alguma pessoa apertou o botão 3. Nós subimos e fomos até o quarto 50, havia uma porta grande para entrar no quarto, a porta foi aberta e um homem meio gordo se assustou com a entrada da multidão. ele estava atrás de uma mesa, olhando pela janela para algum lugar antes de entrarmos.
As pessoas começaram a argumentar com ele.
- TODOS VOCÊS NÃO TEM O MÍNIMO DE DIREITO DE FALAR POR CIMA. - Ele gritou. - Chamem a camareira que viu a cena.
Uma mulher passou pela multidão e ficou perto da mesa. Era incrível como ninguém passava daquele birô e assim, o lugar onde o homem se encontrava, estava livre de pessoas.
A camareira começou a falar, todos se poram em silêncio. Menos as mulheres que estavam fora do quarto, que estavam a falar como matracas.
- Eu entrei no quarto para fazer o meu trabalho e lá estava aquele… animal… segurando uma faca e olhando para o cadáver da Srta. Boulevard. Era óbvio que foi ele. E ele ainda tentou dizer que não, que era mentira. Mas eu não estou louca! O cadáver ainda está lá.
O homem falou alguma coisa sobre trazer o assassino para o quarto dele, e que “TODOS VOLTASSEM PARA OS SEUS AFAZERES, NÃO TEM NADA PARA VER AQUI.” Ele ainda cochichou algo para a camareira e ela se sentou em uma cadeira que havia ali perto.
Eu estava pasmo, tentando pensar no que fazer, no que dizer, quando eu me vi na terra de novo, estava esperando Taylor na frente do quarto do tal homem, até que vejo ela no fim do corredor e ela me fala:
- Parece que não vai rolar a Bloody Mary de hoje à noite.
- Não fale nada que não acoberte Henth. Precisamos dele.
- Farei o possível, os fatos nunca irão ir contra a realidade.
- Boa sorte. Pra nós.
Entramos no quarto, que agora mais parecia um pequeno tribunal. Lá estavam Maggie, a camareira, Henth, um senhor vestido com um capote cinza e o homem.
Agora, chegaram os advogados. Eu e Taylor.
Esse vai ser um mês difícil.
É… resta esperar.
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